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domingo, 27 de maio de 2012

View Marcella Baker's stickers on GetGlue


tirando o mofo com minha nova paixão <3

terça-feira, 16 de novembro de 2010

SometHimes, you have to try not to care, no matter how much you do.
Because, sometHimes, you mean nothing to someone who means everything to you...

segunda-feira, 15 de novembro de 2010


detected*

sábado, 13 de novembro de 2010


Esperar

Atrás da pista tem um bar e atrás do bar tem um sofá. Estou sentada nesse sofá. Aguardo ansiosa por algo, olho as horas no celular, checo o e-mail, reclamo com minha amiga "tá demorando". Ela me pergunta se é o show, se são as bebidas. O que é? Não sei. Mas tá demorando. Em cima do bar, no teto, tem um daqueles globos que sempre tem. Olho pro globo e penso que estou uma eternidade sentada naquele sofá. Mais de vinte anos? Descanso os cotovelos nos joelhos e me arrependo, enquanto todos querem ver e ser vistos, eu fico nessa posição feia de vaso sanitário. Minha amiga vai fumar. Eu me animo "já tenho pra onde ir". Eu não fumo, eu odeio cigarro, eu odeio atravessar a festa inteira pra chegar até lá fora, eu odeio a amizade instantânea das rodinhas de fumantes que não se conhecem, eu odeio festas em geral, eu odeio papos de festa, eu odeio conhecer gente que não tem nada a ver comigo, e sorrir para os papos mais furados do mundo. Mas eu já tenho pra onde ir. E vou. E ao chegar lá fora, continuo achando que está demorando. Sinto falta do sofá agora. Mas quando minha amiga acabar o cigarro, eu já terei novamente pra onde ir. E assim uma festa chata me lembra muito a vida. A eterna oscilação entre ir lá fora ver e voltar pro sofá, sempre só pra ter pra onde ir. Chegou agora um ex amor. Ele entra com sua namorada. Ele me abraça enquanto ela segue em frente sem olhar pra trás. Faz aí uns 3 ou 4 anos que não damos um abraço. A gente sempre fugia das festas. Não sinto saudade. Passou, faz tempo, não sinto nada. Nada. Talvez só sinta mais claro o que eu já sentia antes. Antes de sair de casa. Antes de ficar indo do fumódromo pro sofá e vice-versa. Eu só sinto agora, com esse abraço que não me fez sentir nada, com mais clareza, o que eu já sentia antes e muito antes de antes. Eu sinto que está demorando. Eu olho de novo no celular. Eu posso ir ao banheiro e isso já é um lugar para ir. Me animo. Não, não me animo. Tudo me deprime. Eu ficar arrumando o cabelo para que ninguém note meu aplique, eu ficar me equilibrando no salto, eu ficar fazendo minha cara de "não encosta em mim". Tudo me deprime. As pessoas falando de faculdade, as pessoas forçando falar qualquer absurdo só porque o óbvio seria falar de faculdade. E principalmente: o grupinho de moças muito altas e muito loiras que não trabalham mas estão lá porque estar nesses lugares é o trabalho delas. Tudo é tão chato mas eu fiz cabelo e maquiagem. Antes das três não dá pra ir embora. Preciso me gastar um pouco pra não dormir tão antes de tudo dar errado. Eu sei, eu deveria beber. Mas pra quê? Pra achar essas pessoas legais? Pra suportar o insuportável? Sou cínica demais pra dar esse gostinho ao mundo. E eis que adentra à festa o rapaz que, não faz nem uma semana, me pedia que eu não fosse ainda, só mais um pouquinho, espera amanhecer, porque, depois, você sabe, dá tanto sono. De mãos dadas com a moça que vive me dizendo que eles se comem mesmo, o tempo todo. E isso não me dói em nada. Foi só um moço muito bonito que durou uma semana. Mas ele também reforça meu pé inquieto batendo ritmadamente: será que demora? Não sei. Não, não demora mais. Olho pro celular e penso: Ele não vem. Eu fui na festa por causa dele. Então era isso, o tal do moço que me convidou pra festa não ia vir, mas eu estava decidida, a proxima vez que eu encontrar com ele penso em ser muito honesta. Olha, fulano, eu acho tudo isso um saco, sabe? Eu odeio a cordialidade dos bichos. Todo mundo se elogia, fala de faculdade, conhece gente, faz piadinha ruim. Mas tá todo mundo pensando o que vai ter pra comer e também pra comer. Eu fui na festa porque, sei lá, desde que te vi na faculdade e eram oito da manhã e você estava muito cansado mas, mesmo assim, você estava muito cheiroso e falou coisas muito inteligentes, eu fiquei a fim de te beijar na boca. Então, dá pra na próxima vez aparecer e pedir pra esse bando de amigo chato, que fica puxando seu saco, desaparecer do mapa? A menina com a perna gorda pode, por favor, nos deixar em paz? Você pode, por favor, sumir daqui comigo? Não, ele não pode. Ele não deve ser a resposta. Ah, Má. Você deveria saber. Eles nunca são a resposta. Nunca foram. Que é que você quer? Por que você olha tanto pro celular? Existe alguém no mundo, nesse momento, que poderia te ligar agora e te deixar feliz? Sim, existe. Ele. Mas ele não vai ligar. Nem o sofá, nem a festa, nem ficar em casa, nem a água com gás, nem olhar com nojo para o grupo de piriguetes vips que não prestam pra nada a não ser frequentar festas para sair em revistas e angariar empresários. Bom, finalmente já tenho o que esperar: o carro. Finalmente já tenho o que fazer: ir embora. Na verdade a única coisa que estou sempre esperando e querendo é ir embora. De todos os lugares, de todas as pessoas. Eu não estou esperando nada a não ser o tempo todo sair de onde eu estou. E encontrar você.

domingo, 7 de novembro de 2010









- Esse anel fica sexy em você.
- E você fica sexy em mim.

terça-feira, 2 de novembro de 2010


Eles se amam. Todo mundo sabe, mas ninguém acredita. Não conseguem ficar juntos. Simples. Complexo. Quase impossível.
Ele continua vivendo sua vidinha idealizada e ela continua idealizando sua vidinha. Alguns dizem que isso jamais daria certo, outros dizem que foram feitos um para o outro. Eles preferem não dizer nada. Preferem meias palavras e milhares de coisas não ditas.
Ela quer atitudes, ele quer ela. Todas as noites ela pensa nele, e todas as manhãs ele pensa nela. E assim vão vivendo até quando a vontade de estarem um com o outro seja maior do que a vontade de estarem com outros.
Enquanto o mundo vive lá fora, dentro de cada um tem um pedaço do outro. [...] E todos os dias eles se perguntam o que fazer. [...] E desejam, em segredo, que no momento certo eles se reencontrem; e que nada, nada seja por acaso.


segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Um dia o mais provável é tornaste um chato. Deixar de sair a noite e começar a se levar demasiado a sério.
Nesse dia vais começar a vestiste de cinzento e bege. Vais pedir para abaixar o volume da música e deixar a tua guitarra a apanhar pó.
Vais tornaste politicamente correcto, socialmente evoluído, economicamente consciente.
Vais achar que tem de ir para onde toda a gente vai e assumir que tens de usar fato e gravata todos os dias.
Nesse dia vais deixar de beijar em publico, vais esquecer como se faz uns quanto quero ou um barquinho de papel.
Suas viagens serão mais dias no sofá, vais dormir menos no volante.
É oficial, vais entrar na idade dos chinelos e deixar de ser quem foste até então.
Vais tornaste muito crescido para preocupaste com tudo, com nada.
Vais dizer não mais vezes. Vais ter medo. Vais achar que não pode, não deves, tens vergonha. Vais ser mais triste. Vais deixar de sentar no colo do amigo. Vais ficar nervosinho se não trocar de carro de quatro em quatro anos.
Nesse dia o mais provável, também é que deixe de beber refrigerantes. Quando esse dia chegar, não lhe falhes. Mantém-te original.

 




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Cyanide&Happiness
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O Cid não salva. E você?
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Tudo isso não passa de um desenho da sua mente criativa (:

~ imaginado por mim